Propaganda, ninguém esconde, foi criada para despertar o desejo de consumir. E se para alguns adultos já é difícil manter o controle diante das tentações dos shoppings, muitos se perguntam o que se passa na cabeça das crianças. Elas ainda não estão preparadas para fazer algumas escolhas sozinhas e seriam mais suscetíveis aos apelos da propaganda e às frustrações por não tero que desejam. Na verdade, uma série de estudos vem associando a exposição de crianças à mídia ao consumismo e isso vem gerando angústia e preocupação.
Consumo é um assunto que costuma render panopara a manga nas famílias. Pais e mães costumam ficar extremamente preocupados diante dos protestos de crianças que “exigem” ganhar o que viram na propaganda. Uns se sentem frustrados por não poder atender, outros cedem, alguns têm dificuldades para lidar com a questão. É nesse cenário de sentimentos contraditórios que a publicidade costuma aparecer como a grande vilã.
Eleger um culpado não melhora a vida das crianças
O quadro pintado pelos pedagogos retrata um mundo bem mais complexo, onde a criança vive cercada por diversas influências: a propaganda, os valores passados pelos pais, os amigos e também suas próprias vontades.
A criança faz o que a criança vê
Para tranquilidade dos pais, especialistas de diversas correntes são unânimes em relação a um ponto: o fator mais importante na definição do comportamento das crianças é o exemplo que vivenciam e recebem em casa. Em um mundo que a todo instante nos convida a consumir, essa conversa em família nem sempre é um caminho suave. A vantagem dizem os especialistas, é que esse processo baseado no exemplo em casa funciona.
Na outra ponta dessa questão, estão os anunciantes e os profissionais da publicidade que também precisam fazer a sua parte e, para isso, basta realizar seu trabalho respeitando as regras estabelecidas pelo setor e também o estágio de desenvolvimento das crianças.
Nos trechos:
I. “Elas ainda não ESTÃO preparadas para fazer algumas escolhas e SERIAM mais suscetíveis aos apelos da propaganda e às frustrações por não ter o que DESEJAM.”
II. “Uns SE SENTEM frustrados por não poder atender, outros CEDEM, alguns TÊM dificuldades para lidar com a questão.”